A arte de estar desempregado, não saber ainda o que fazer da vida enquanto sua reserva está se esgotando, capítulo segundo: Golden Years!



Então, aqui estou eu de volta, para contar para vocês mais um pouco da minha história profissional!!!!

Não preciso recapitular nada, o post anterior é a primeira parte desse.

Então que lá fui eu para minha entrevista no Instituto Nokia. Me lembro como se fosse hoje, me arrumei todo, que nem minha mãe gosta, fiz a barba, fui de sapato e tudo.

Chegando lá sentei pra conversar com meu professor que chamou a equipe pra conversar comigo e logo em seguida o finlandês que seria meu chefe.

Foi super legal, eu levei um tempo pra acostumar com o sotaque finlandês (e até uma vez um americano comentou comigo que eu estava pegando o sotaque finlandês em meu inglês).

No primeiro ano eu fiquei como estagiário. Nos primeiros seis meses trabalhei no procurement da equipe, vendo tudo relacionado a viagens, compras, etc. Nos seis meses seguintes fiquei como estagiário de Design, mesmo sendo publicitário. Aprendi muita coisa nesse tempo, Photoshop, Illustrator, etc. Hoje em dia só sei mexer no Photoshop e olhe lá!

O primeiro ano foi bem tranquilo, era também meu último ano na faculdade, então eu tive a liberdade para fazer meu TCC no tempo vago no trabalho, o que foi muito bom. Qualquer dia desses eu posto algo do meu TCC aqui.

Ai então que com um ano de estagio fui contratado. Era 2005, dezembro, passei 2006 trabalhando ainda com design, desenvolvendo temas e interfaces pra telefones celulares. Naquela época a gente fazia uns teminhas e também uns sites em xhtml.

Em 2007 começou o que eu chamo de Era de Ouro, o trabalho pelo qual mais me apaixonei no Instituto Nokia e que até hoje tenho mais orgulho. Começou o Community Group.

O nosso trabalho era criar soluções para telefonia móvel que viessem beneficiar a população em áreas como saúde, educação, emergências, entre outros.

Eu passei a trabalhar com Marketing e Comunicação desse grupo, ou seja, na minha área mesmo, e devido a isso comecei a viajar pelo mundo inteiro. E não foram só viagens “do caralho”, eu fui ao interior do interior do Equador, para uma vila que não deve existir no mapa até hoje, fui para o Moçambique, um país se reconstruindo depois de décadas em guerra civil, fui para as Filipinas… ok as Filipinas são do caralho.

Na verdade, todas as viagens foram do caralho! TODAS, do lugar mais pobre ao lugar mais chiquerê!

Eu conheci países de todos continentes menos a Oceania. Tive a oportunidade de viajar para os Estados Unidos, para a Finlândia, para Londres, várias vezes.

Passei a amar Helsinque. Sim, eu amo Helsinque e pretendo voltar lá pra passar nem que sejam uns dias para rever amigos e lugares que gosto tanto.

Conheci Londres, a minha cidade favorita, porra, Londres é foda.

Mas não foi só isso, eu ajudei pessoas, levei soluções que elas passaram a usar na área de saúde, censo, agricultura, educação. Conheci gente da WWF, da Unicef, da WHO, BBC, Lonely Planet, etc. Eu estava ajudando através do meu trabalho a melhorar a vida de muitas pessoas. Por mais piegas que isso soe, foda-se, era um trabalho do caralho, que eu tenho muito orgulho até hoje. Eu tinha o emprego dos sonhos e o trabalho era mágico.

Desses anos eu carrego comigo até hoje muito conhecimento, e muitos amigos ao redor do mundo, amigos que vou fazer de tudo para reencontrar algum dia. Graças a internet e o Facebook essa distância se encurta, mas um dia ainda vou viajar para dar um abraço em todos aonde eles estiverem.

Mas um dia as coisas acabam, e o Community Group foi dissolvido no começo de 2010…

Confesso que isso me entristeceu bastante e os anos de 2010 e 2011 não foram tão fáceis assim. Apesar de eu ter entrado para um projeto do caralho, depois que você trabalha com pessoas, com responsabilidade corporativa, você fica marcado, como uma tatuagem que você carrega pro resto da vida.

E sim, o projeto no qual eu entrei em seguida era um projeto muito foda, e que tinha muita coisa a ver comigo e provavelmente o mais ligado a minha profissão. Entrei para uma equipe na qual tínhamos que desenvolver um aplicativo por semana para a loja da Nokia, e meu trabalho era exatamente promover esses aplicativos tanto na imprensa como nas redes sociais. O trabalho era muito legal e criamos aplicativos muito interessantes.

Mas… sempre tem um mas…

Eu já estava no mesmo emprego há anos, e o trabalho mágico tinha acabado, e mesmo com uma função show de bola, eu fui desanimando. Muitas coisas aconteceram na minha vida na mesma época, noivei, me juntei com a ex, deu tudo errado, nos “separamos”, meu avô adoeceu e acabou falecendo. O ano de 2011 em especial foi muito difícil pra mim.

Foi então que depois de uma reestruturação no final de 2011, que também dissolveu esse grupo no qual eu estava, eu resolvi dar adeus a minha segunda casa, sim, o INdT era minha segunda casa, eu passava mais tempo lá durante a semana do que em casa, hahahahah!!!

O problema não foi o que me ofereceram, o que me ofereceram era massa, eu ia passar para outra equipe, e ia continuar trabalhando com amigos, ia ser legal. Mas sabe, depois de 7 anos, eu percebi que estava na hora de sair e ver a vida aqui fora, sair da área de conforto. Depois de receber a notícia eu fui para casa e pensei, pensei MESMO, de tipo umas 4 da tarde até umas 3 da manhã. Algo assim, e tomei minha decisão.

Esse tipo de coisa acontece.

E agora estou me reestruturando, sim, passei uns meses de férias! Curtindo e gastando minha rescisão e meu FGTS, hahahahah! Agora que tá acabando a grana estou correndo atrás. Vamos ver o que vai acontecer, mas não pretendo ficar “disponível para o mercado” por mais muito tempo.

Tomei a liberdade de colocar aqui meu e-mail de despedida, está em inglês, sinto muito, mas não vou traduzir. Ele foi um e-mail de despedida bem humorado, no qual agradeci a todos e foi escrito de coração mesmo. Até mais, fiquem agora com o e-mail de despedida mais descontraído que vocês já leram:

Subject: See you all around in time and space

Time has come, that’s it.

I am leaving.

After seven years working on INdT, I am leaving. I am 28 years old, which makes these 7 years a quarter of my life. I will try to make this quick so that I don’t get replies with TL;DR in the subject. (Too long, didn’t read)

I thought about asking my director to send an official “prank” email like “Carlos had to be escorted out of INdT to pursue new horizons on his career, and John Smith is taking his place starting today!” Just to start some kind of buzz and gossiping, people saying: “Oh my God! What Carlos has done?” and then someone else says: “Oh come on, don’t tell me you haven’t heard about it!!!!” It would be very very funny, hahaha, but ok, now, seriously.

I have learned a lot here, I practically learned how to work, since I started as an intern and have got as far as I believe I could have. And I loved it all. You were fantastic, and you know what? So was I.

It’s been great, from New Media Factory in 2004 to Apps Framework in 2011. And of course, the project I loved the most, Community Group, which I will always carry inside my heart shamelessly and I will always be very proud and fond of what we all have accomplished during that time. S2 S2 <3 <3

I am sending this email to people that have helped me in this company and of course friends I have made throughout the years, to say thank you.

To all the leaders, managers and directors I had, thank you for everything you taught me. Especially Robson Lisboa, Kristoffer Rosberg, André Erthal, Greg Elphinston, Petri Launiainen, Angelo Nicolay and Marco Faleiros, who was my line manager for a couple of minutes, but helped me enlighten and decide my life in a great way. I don’t want any of you sad because of the “lack of options” I had, you gave me the options I really needed, and deep inside, the one I chose, was the one I wanted for some time now. So you can stop crying now, really, stop crying, grown man crying is a sad thing.

To all my coworkers and friends, thank you for being there, even in the most dire and doomed situations. And to the friends that became my best friends, YOU KNOW WHO YOU ARE, RAISE YOUR HANDS!!!!!!! A toast… or a few later!!!

If you are copied in this email, it means I am very grateful for everything you have done to make me feel part of something great during those 7 years.

I wish all the best to INdT, Nokia and everyone that helped me make my history inside this company. Most of you I will meet again, and for those I’m not sure I will, I hope we meet again.

And now, for “something completely different” I will finish this email in the most cliché way of finishing an e-mail, with a quote, I loathe quotes in farewell emails, they are ridiculous. But as you all know me, I am a NERD, yes, I am, I admit that. Anyway, this quote fits and it is very propitious, and it comes from a video-game, Dragon Age II (You should all play this one), and it is a line from the character Flemeth, the witch of the wilds. Very nerdish, here it comes:

“We stand upon the precipice of change. The world fears the inevitable plummet into the abyss. Watch for that moment…and when it comes, do not hesitate to leap. It is only when you fall that you learn whether you can fly.”

… I think I could have quoted Doctor Who (I actually had, but I won’t reveal where it is), or something in Finnish, but that will do.

See you all around in time and space, I will miss you all, and you will all miss my British Accent. Now I will be able to dedicate myself to the inevitable international multi-billionaire success of The Salmiakkis, you all knew I was going to leave you for the music.

Oh! Of course, my contacts:
email: carlos@carlosrosas.com.br

http://carlosrosas.com.br/blog

You can find me in Facebook, twitter, etc. And remember: bow-ties are cool! (there you go, referenced Doctor Who for the fifth time in this email).

See you soon.

A arte de estar desempregado, não saber ainda o que fazer da vida enquanto sua reserva está se esgotando, capítulo primeiro.



Quando em dezembro eu enviei meu e-mail de despedida para meus colegas de trabalho, saindo do meu último emprego, uma amiga enviou uma das melhores respostas e eu sinceramente tomei aquilo meio que como filosofia pra mim por um tempo.

Ela, mesmo estando longe (não faço ideia em qual parte do mundo ela está agora), é uma amiga muito querida e muito engraçada, e o que ela me disse foi:

“I’m certain that many people will ask you “what now?”. If they do -regardless of what you will do- tell them that your priority is to enjoy your freedom… and then time will tell (that’ll freak many of them out :p)”

E tem sido assim nos últimos meses, aproveitei bastante minha liberdade e deixei com que o tempo decidisse o que eu faria, e algumas pessoas começaram a freak out ao meu redor devido a minha indiferença com meu próprio destino, (profundo isso), algumas pessoas até mais que minha própria mãe, que tem como skill Freak Out 100.

Digamos que o tempo está sendo bem generoso comigo, porque eu ainda não faço ideia do que vou fazer, e acho que (após abrir minha conta hoje pela internet) tá na hora de conversar com o tempo.

Quando eu falo que não faço ideia do que vou fazer não quer dizer que não faço ideia do que eu sei fazer. Se eu não soubesse ai sim o mundo, o universo, a eternidade, as suas vidas, tudo estaria perdido.

E já que o assunto é esse, vou falar de algo que talvez eu nunca tenha falado em quase 9 anos de blog (NOSSA!), sobre a minha vida profissional e acadêmica.

Voltando no tempo, agora mais de 10 anos, talvez meu primeiro contato com um trabalho tenha sido quando meu pai resolveu me tirar de dentro de casa em uma das minhas férias e me botar pra fazer qualquer coisa no escritório de advocacia da família (sintam o drama na “da família”, pois vai servir de referência para depois). Na época eu tinha 18 anos já e estava caminhando para o terceiro ano do segundo grau. Eu nunca fui um ótimo aluno no colégio, cheguei a ficar de recuperação algumas vezes e reprovar a sétima série. O meu problema era que aquilo simplesmente não era interessante o suficiente para prender a minha atenção. Já no segundo grau, nos finalmente, eu estava passando direto, tirando boas notas, porque descobri que bastava fazer o dever de casa e prestar atenção nos professores que tudo estava resolvido. Sério, era o que eu fazia, só isso, nada de ficar desesperado estudando em casa, eu simplesmente prestava atenção, relaxava e passava, fácil, não existe dificuldade, o problema é a falta de vontade do moleque.

Mas voltando, meu pai me “privou” das férias e me colocou no escritório pra fazer nem lembro o que, eu sei que como já tinha carteira de motorista ele me mandava ao Fórum pra deixar e buscar processos, mandava tirar cópias, essas coisas. Talvez a minha principal função na verdade era acordar cedo mais cedo que ele para levar meu avô ao escritório e levá-lo de volta pra casa quando ele resolvesse que estava na hora no final da tarde. Assim meu pai poderia resolver outras coisas de manhã… ou dormir um pouco mais, já que meu avô sempre gostou de madrugar no escritório. Mas eu tenho toda a certeza de que essa era a tarefa que eu mais gostava naqueles dias, eu e meu avô íamos conversando daqui até lá, de lá até cá, ele contando as histórias dele e eu ouvindo e perguntando mais e mais.

E lá estava eu, entrando no terceiro ano, e assim como hoje naquela época eu não fazia ideia do que queria fazer da vida, sério, eu nunca passei anos da vida me preocupando com qual profissão eu ia escolher, me rasgando porque eu tinha que entrar pra UA (era UA ainda na minha época de colégio, só depois que mudou). Claro que responder “Ah! Sei lá” ficava meio feio e eu não queria preocupar meus pais mais ainda, pois eu não tinha tido a decência de acordar para fazer a primeira fase do PSC e teria que fazer o Macro, que no final das contas nem fiz, continuem lendo para saber porque.

No fundo eu sempre quis escrever, é o que gosto de fazer e ainda quero fazer. Quando eu falo em escrever, eu me refiro a livros, quadrinhos, roteiros, artigos, etc. Até em blogar eu sinto uma certa satisfação pessoal… talvez escrever me dê tesão, tenho que ver isso ai, mas vejo depois.

Ai, em um belo dia eu vejo em um folder ou algo assim que teria vestibular para Cinema. Na verdade quem colocou aquele folder na minha mão foi “o tempo”. Meus olhos brilharam, meu coração bateu mais forte e eu deixei escapar na frente da minha mãe um “É isso!!!!! É isso que eu quero fazer, eu já sei!!!!”

Claro, minha mãe se desesperou. Queria que eu fizesse Direito (lembram do “escritório da família”), Medicina, “meu filho pelo menos troque por Jornaliiiissssmmooooooooooooo”. Freak Out nível 100, tirando 20 no dado, acerto crítico, ela estava tendo um “negócio” na frente da mulher que estava fazendo minha inscrição. Meu pai falou que eu deveria fazer o que eu quisesse escolher, desde que me dedicasse para ser o melhor. Ele pode até ter dito isso na hora, mas eu imagino que deve ter passado um “Puta que pariu Carlos Eduardo! Cinema?” pela cabeça dele antes de ele respirar fundo e me encorajar a ser o melhor naquilo que eu escolhesse.

E então fiz o vestibular para Comunicação Social com Habilitação em Cinema.

Passei.

Claro, mas só teve um problema no percurso… não fechou turma, não tinha quórum :)

E agora eu teria que escolher entre Jornalismo, Relações Públicas ou Publicidade e Propaganda. E minha mãe no telefone “meu fiiiilhoooo troque por Direito…. Medicina…. se é pra escolher um desses escolha jornaliiiiisssssmmoooooo”. Minha mãe tendo outro “negócio” só que agora na frente da moça da matrícula. E eu “Não mãe, ô, que coisa… deixa eu pensar”. Eu tinha uns 3 segundos pra pensar, e na velocidade do pensamento eu consegui analisar em minha cabeça as três escolhas.

Bom, relações públicas não, nem sei direito que viadagem é essa!!! (desculpem meus amados amigos formados em RP, um beijo no coração de vocês :*, lots of love) Jornalismo, nhé, vou ser um fodido pro resto da vida (desculpem meus amados amigos formados em Jornalismo, um beijo no coração de vocês :*, lots of love)! Publicidade, porra tá ai, está até mais próximo do que eu queria, tem produção de vídeo, trabalha com criação, poxa, legal, agências, licitações, dinheiros!!!! Qualquer coisa depois eu faço uma pós ou mestrado em cinema, pode até um complementar o outro. “Mãe, coloca ai, Publicidade e Propaganda”.

E foi assim que começou minha vida acadêmica. Claro que eu fiquei meio decepcionado por não fazer o bendito Cinema, mas de certa forma eu acabei me apaixonando pelo o que eu escolhi, e me dediquei a faculdade muito, mas muuuuuuito mais do que o colégio, levei a sério de verdade. Chegando até a ser meio Caxias. Confesso que sinto falta até hoje daquele ambiente acadêmico.

Da minha turma eu fui o único que não precisou repetir matéria ou se atrasou… aliais, na formatura lá estava eu, o único a se formar em Publicidade e Propaganda aquele ano… meus amigos só se formaram um ano depois.

Mas enfim, voltando um pouco. Em um certo momento ficou decidido que eu tinha que arranjar um emprego de verdade. Minha mãe, através do seu Networking conseguiu um estágio para mim no que na época era a Secretaria da Infância e da Juventude de Manaus, prefeitura. Fiquei lá menos de 1 ano e meio e passei por vários projetos sociais incríveis com as crianças, fiz ótimas amizades que carrego comigo até hoje e muita experiência. Foi um ótimo começo, de verdade.

Só que eu não via muito para onde ir ali, o trabalho era legal, era bom, mas e ai? E lá na frente?

Pode não parecer, mas em minha personalidade eu tenho algo que pode ou não ser um defeito. Uma inquietude, eu consigo passar um bom tempo fazendo uma coisa, mas uma hora cansa e bate um desespero e eu tenho que mudar, de maneira drástica, e sempre é assim, curto e grosso, é pra mudar? Então muda essa porra agora! Minhas decisões podem até demorar, mas quando vem é chutando o balde, o pau da barrada e o pau de quem mais estiver na frente.

Não vejo isso como instabilidade, e sim uma vontade de aprender mais, crescer mais, que não acaba, e se eu fico parado muito tempo no trabalho em algo que não é desafiador ou que vá agregar experiência pra mim, eu fico agoniado.

Todo mundo tem uma visão de céu, e a minha é que o céu é uma biblioteca infinita, com todos os livros e todo o conhecimento, pra que eu possa passar a eternidade lendo e aprendendo.

E foi ai que, bruscamente, eu decidi sair da prefeitura, cheguei, avisei, e sai. Assim.

E lá estava eu de novo, curtindo a liberdade, esperando o tempo decidir. Fiquei sem emprego alguns meses, pouco tempo, uns 4 meses na verdade. Nesse meio tempo aproveitei para me dedicar mais ainda a faculdade, o que acabou chamando a atenção de alguns professores meus, eu comecei a me destacar entre meus colegas de classe.

Primeiro recebi um convite para trabalhar em uma agência, eu até então não havia trabalhado em nenhuma agência. Fui lá, conheci, conversei, eu trabalharia com atendimento, eu acho, pra começar, e voltei pra casa.

Pensei e conversei com meus pais, e algo me dizia que ainda não tinha chegado o tempo, não era a hora, lá dentro eu sabia que algo mais “emocionante”, Thrilling mesmo, ia acontecer.

Cheguei no outro dia, conversei e disse não. Aquele foi um ponto importante em minha história, foi a primeira vez que fui convidado para trabalhar em uma agência de publicidade e propaganda, minha profissão, foi a primeira… e a última.

Naquela época eu de novo não tinha ideia do que ia fazer, só estava cumprindo com minhas obrigações de estudar e de dar o mínimo de despesas para meus pais, se possível zero, além do básico. Eu estava curtindo a liberdade e esperando o tempo. Eu poderia não ter ideia do que queria fazer, mas eu sabia que não era aquilo.

O ano era 2004, eu era um menino, ia completar 22 anos em dezembro, penúltimo ano da faculdade, e foi em dezembro que eu recebi a minha segunda proposta, o tal do algo mais “emocionante”. Na verdade foi um professor meu, que sou muito grato até hoje, quem me chamou para trabalhar em uma empresa de pesquisa.

Na hora eu pensei: “porra, pesquisa, em publicidade e propaganda, caralho, ele vai me botar pra fritar debaixo do sol fazendo pergunta pra quem passar na rua”.

Menino, era um menino.

Claro que eu não comentei isso com meu professor, ele então continuou no telefone e perguntou se eu sabia aonde era a Nokia, pois a empresa era um instituto de pesquisa que ficava lá, dentro da fábrica.

Foi ai que o menino, isso mesmo, menino, entendeu o que era, e rolou o lance do “thrilling”, rolou um FUCK YEAH! na cabeça. E lá estava eu no Instituto Nokia de Tecnologia, na manhã seguinte para uma entrevista para um estágio, era Dezembro de 2004, e eu entrei para a empresa dia 4, com 21 anos, 4 dias antes de fazer 22. Naquele dia 4/12/2004 eu ainda era um Menino.

E então que eu sai da Introdução da minha vida profissional, para o primeiro capítulo de uma saga que durou 7 anos, que vou contar nos próximos posts. Já que esse já está há muitos parágrafos atrás na categoria “TL,DR”… too long, didn’t read.

I just don’t know what to do with myself…



Sério, sei mesmo não.

Estou desde dezembro parado, e entrando em depressão, acho que essa vida de autônomo não é pra mim. Ou sou eu que estou deixando esmorecer, sei lá.

Ontem não consegui arredar o pé de casa, por pura preguiça, hoje já quero passar o dia na rua. Eu só sei que a fonte está secando e eu preciso repor de alguma maneira. Não consigo mais jogar videogame, graças a Deus enjoei de Skyrim ou qualquer coisa e consegui começar a sair da inércia.

Bom, meu currículo está atualizado, o jeito é ver se esses 7 anos de experiência na indústria de tecnologia móvel vão me ajudar em algo.

A única desvantagem de ter trabalhado em uma empresa de tecnologia desde a época da faculdade é que eu sou um publicitário que nunca entrou em uma agência, ou seja, não dá muito pra depender da minha própria profissão e sim me apoiar nos skills que ganhei nesses anos todos.

Currículo pronto, lá vou eu, correr atrás de manter esses custos fixos que estão comendo minha conta bancária.

Dovahkiin



Sim, eu sei, não tenho blogado há muito tempo, exatamente dois meses hoje.

Mas blogar o que? Pra que? Se eu vou falar sobre as mesmas coisas de sempre.

Passei o natal em Belo Horizonte, continuo emagrecendo, continuo sem emprego, e agora estou malhando, fiz duas tattoos. Viciei em Skyrim, mas quem que começou a jogar e não viciou? Aliais, estou viciado em The Elder Scrolls como um todo, ainda não joguei todos, mas tenho em meu computador e/ou no PS3, do primeiro, Arena, ao último, Skyrim.

Tá ai, na falta do que falar, vamos conversar sobre meus dois personagens que estou usando no Skyrim. Primeiro criei o “Dovahkiin Hawke”. Um Nord, bem “a cara do jogo” (assim como no Oblivion eu criei um Imperial). Ele é fraco no campo da magia, mas mesmo assim eu consegui completar as quests do College of Winterhold. Ele é especializado em armas de duas mãos (espada longa, machadão, martelão) e o que eu mais uso é o machadão. Ele também tem alto nível em Heavy Armour, Smithing e Enchanting (mesmo tendo um nível baixo em Magicka). Casei ele com a personagem Aela The Huntress, que é especialista em Archery, mas o melhor follower do jogo é o J’Zargo do College of Winterhold simplesmente pelo fato de que ele é o único NPC que evolui junto com seu personagem até o nível 81 e ele é um Battlemage foda bagarai!!! Além disso meu cavalo é o Shadowmere, que você ganha ao terminar a quest do The Dark Brotherhood. O resto para no 30.

Devo ter sei lá, não sei quantas horas de jogo com ele, mais de 100 tranqulamente, eu comecei a quest principal, depois quis fazer todas as possíveis, terminei a quest principal, depois fui pra uma que é a guerra entre os Nords e os Imperials, e enjoei dele. Consegui completar 82% dos trophies, quase todas as quests, mas ainda tenho que completar as quests do Thieves Guild, e não dá com um tanque de guerra que eu construi, mesmo tendo conseguido completar as do Dark Brotherhood, mas sem querer fazer spoilers, as do Dark Brotherhood no Skyrim são bem diferentes do Oblivion, digamos que é um momento de mudança.

Resolvi então criar uma personagem nova, uma Imperial até pra ver a história com as escolhas do lado dos Imperials. Criei a Rachel Grey (sim, me inspirei nos X-Men), que é bem voltada pra Stealth, lockpicking, pickpocketing, archery, one handed weapons, light armour e Magicka. Com ela resolvi investir em uma ladra que também é boa de magia, normalmente eu uso uma adaga na mão direita e uma magia na esquerda, ou então duas adagas. Se bem que eu fiz uma quest que consegui uma cimitarra, eu me amarro em cimitarras, na vida real mesmo, então ultimamente ela tá usando uma cimitarra na mão direita. Logo logo vou levar ela pro College of Winterhold, porque afinal, o J’Zargo é indispensável!!!!

Fica a dica para quem está jogando, ele é o único follower que evolui junto com o personagem. Fora ele tem a Aranea, que é uma maga foda, a Aela que é uma arqueira foda, entre outros que eu ainda nem usei, mas todos param no nível 30.

Troquei meu iPod Touch por um Nano, melhor coisa que fiz, não preciso andar por ai com dois trambolhos no bolso, o iPhone e o iPod, meu medo só é perder essa porra, é menor que uma fita de gameboy mano.

Já que falei em iPod e Skyrim, agora vou falar sobre a trilha do Elder Scrolls que é feita pelo Jeremy Soule desde o Morrowind, e a minha edição da trilha do Skyrim é toda especial, é uma versão limitada e autografada! :D

Últimamente percebi que vale muito a pena comprar essas edições especiais de jogos, porque vem muita coisa legal, só no Skyrim veio uma estátua do Alduin, dragão vilão principal do jogo, que é enorme, um mapa que imita tecido muito bacana, um Blu-Ray só de making off do jogo, um livro grande, capa dura de couro sintético, de concept art do jogo, um livro grande mesmo, deve ter umas 200 páginas.

Esses extras agregam muito valor ao produto, e ao preço também, claro, mas vale a pena. Eu virei fã do Skyrim, acabei comprando uma película do jogo pra proteger meu PS3, um poster que já mandei enquadrar no All Posters, e por ai vai. Comprei os livros que se passam depois do Oblivion para o Kindle, e mandei fazer uma parada que depois eu posto aqui no blog, que vou buscar amanhã de noite.

Isso também rolou com o Dragon Age, tenho até tattoo do jogo, que pra mim é sensacional também. Assim como o Final Fantasy 6, que pra mim sempre será o melhor da série, talvez na minha opinião meu jogo favorito até hoje.

Por hoje é só isso, quem sabe eu volto a escrever mais por aqui, basta não falar da minha vida que o negócio desenvolve, falando nisso, to bem de saco cheio de Twitter, Facebook, essas coisas!

Vinte e Nove



Então, vinte e nove anos. Mais um são 30.

Esse ano foi cheio de mudanças, como nunca antes.

Perdi mais de 30 quilos e continuo cuidando da minha saúde.

Consegui sair das duas maiores zonas de conforto da minha vida, uma era meu emprego, o INdT, por sete anos trabalhei lá, e sou muito grato a tudo e todos esses anos todos, mas era chegada a hora de seguir em frente e evoluir.

A outra zona de conforto… bom… sem comentários.

Fiz minha primeira cirurgia, hahaha, não tenho mais a vesícula.

E por fim posso dizer que estou gostando muito de uma pessoa de novo, muito mesmo, depois de tantos e tantos anos!!!

A única coisa ruim… ruim não, péssima, foi que perdi meu avô esse ano, e mesmo assim a morte dele me fez enxergar e amadurecer certas coisas da vida, e da morte, de maneiras diferentes. Eu tinha medo da morte, hoje não tenho mais, porque eu sei que do outro lado ele vai estar lá pra me receber quando for minha hora.

Outras coisas podem ter acontecido que não vem a memória, mas meus 28 anos e 2011 foram bem interessantes.

Enfim, 29, com retorno de Saturno e tudo mais que eu tiver direito!!! Vamos ver o que me aguarda.

“We stand upon the precipice of change. The world fears the inevitable plummet into the abyss. Watch for that moment…and when it comes, do not hesitate to leap. It is only when you fall that you learn whether you can fly.”



flemeth

“We stand upon the precipice of change. The world fears the inevitable plummet into the abyss. Watch for that moment…and when it comes, do not hesitate to leap. It is only when you fall that you learn whether you can fly.”

- Flemeth from Dragon Age II

I don’t like the cone of shame



dug_cone_of_shame1

Acho incrível e insuperável a destreza, capacidade, sei lá o que, que tenho em fazer merda com a minha vida, sério!!! Cone of shame pra mim, acaba logo 2011!!! ACABA PORRA!!!!

I want you the right way, I want you, but I want you to want me too, want you to want me baby, just like I want you



Original do Marvin Gaye

Versão do Massive Attack com a Madonna que não fica pra trás

I want you, sweet darling!

Time to get ready!!!



patience

Saca quando você está numa fase de não ter idéia do que fazer com sua vida, mas ao mesmo tempo tem um plano bem claro a sua frente? Preciso organizar a bagunça que é minha vida, meus vinte e poucos anos já se foram faz tempo, estou nos vinte e muito e em poucas semanas alcanço os 29.

Para os próximos anos quero focar em sair de casa de novo, sério, dessa vez não por causa de alguém, mas por mim mesmo. Quero ter o MEU apartamento por um tempo. Claro que não quero ficar sozinho pro resto da vida, mas ultimamente eu tenho achado que realmente nem pai eu vou ser, e se for, vou ser pai velho, which sucks.

De qualquer maneira, parece que a gente chega em uma idade que o nosso quarto na casa dos pais já não é mais o suficiente, fica pequeno, principalmente para alguém que experimentou sair e depois voltou, que nem eu. Amo meus pais e todo o suporte que eles me dão, mas não é a mesma coisa, não mesmo, quando você volta, a sensação de a casa dos seus pais ser a sua casa, desaparece, não é a sua casa.

Voltando ao aniversário em poucas semanas. Eu não estou com muita vontade de fazer festa esse ano, talvez um Manauara com os amigos, um cafézinho e um brownie seriam uma boa, de verdade, nem posso comer muito, principalmente depois da cirurgia que fiz, e claro, minha dieta! Mas ano que vem tem que ter show da Salmiakkis, pra comemorar os 30, festão!!!

Depois de quase uma década com alguém, e de tentar de novo, muita ênfase no tentar… tentar… tentar… e tentar, com outra pessoa, decidi que está na hora de colocar o meu plano de dominar o universo em ação!!! E pra isso preciso passar um tempo me dedicando 100% a minha pessoa! Sem distrações…

… a não ser que eu receba aquele sms show de bola… dessa vez sem emergências, plantões ou viagens… nem que sejam só 15, 20, 30 minutinhos, ;)

O que? Ela não tem tempo pra responder um sms, imagina então ler meu blog, aonde escrevo mais do que falo!!!!

UPDATE: Ah, os créditos da imagem, claro, AQUI

Vesícula-less



pedras

A vida. Minha vida.

As coisas não mudaram muito, ou mudam. A diferença agora é que eu não tenho mais a vesícula.

Nas últimas duas semanas eu fiquei em casa, de licença médica. Retirei a vesícula. A operação foi tranquila, me anestesiaram, eu apaguei, e depois do que para mim pareceu 1 segundo me acordaram… me estapeando, mas tudo bem. Na verdade a operação levou quase duas horas, e devido ao grande volume de gordura que eu tenho dentro de mim rolou uma certa dificuldade. Imagina então como eu estava antes, com quase 150 quilos. Acho até que perder esses 30 quilos é que fez com que essa pedra se mexesse lá dentro, vai ver era tanta gordura que ela nem conseguia se mover.

Essa licença médica forçada é que foi uma surpresa, eu achava que no dia seguinte eu já poderia retornar ao trabalho, mas não foi bem assim. Acabou me pegando de surpresa mesmo, eu não esperava.

Tive que ficar em casa, todos esses dias, em casa mesmo. Sem sair, sem fazer esforço, sem dirigir, subir escadas, levantar peso. Claro que com o tempo essas restrições foram “diminuindo”, ainda não posso fazer muita coisa, mas já estou bem, pronto e de certa forma “desesperado” para voltar a trabalhar amanhã. Não aguento mais ficar em casa.

E já que tive que ficar em casa, aproveitei para fazer algumas coisas que faço pouco ou tenho pouco tempo pra fazer. Claro que nos primeiros 4 ou 5 dias, eu passei praticamente dormindo, dopado, sem fazer nada mesmo, com dificuldade de levantar da cama e tudo. Até para ir ao banheiro era uma dificuldade, visto que eu não poderia fazer esforço.

Joguei videogame, comecei e terminei dois livros e desisti de um terceiro, sabe quando você pega um livro, lê ele até a metade e NHÉ? Perde a vontade de continuar, eu acho que é normal, eu acho. Separei material para o RPG, só separei mesmo, ouvi muitos discos que estavam “atrasados”. Eu escuto música o dia inteiro, no trabalho, mas na maioria das vezes eu me concentro tanto no que estou fazendo que nem percebo as músicas passando.

Aproveitei para ver alguns filmes que estavam no meu computador, aliais, pra quem curte animação e Batman, a adaptação do Year One está perfeita, ela poderia ter o visual um pouco mais sombrio, mas ficou ótimo. Também aproveitei para ver alguns blu-rays que eu só fiz comprar e ficaram encostados.

Organizei muitas coisas no meu computador, muitos arquivos espalhados e coisas que nem preciso mais. Liberei muito espaço, muito mesmo.

Uma coisa que não fiz foi ler meus quadrinhos, não li nada, apesar de ter dado uma organizada neles, e até passar alguns pro iPad, eu devo estar uns 3 a 4 meses atrasado na leitura. E sempre que eu atraso assim acabo largando alguns títulos.

Desenhei bem pouco e no iPad. Comprei uma “canetinha” pra desenhar nele uns dois meses atrás e só fui usar agora com o Sketchbook Pro, e claro, fiz meus desenhos abstratos surrealistas vergonhosos!!!!

Eu até tentei voltar ao trabalho antes, mas uma colega de trabalho do RH falou que eu não poderia, na verdade eu não poderia nem ter visto meus e-mails do trabalho de casa, devido a licença médica, é cheio de complicações legais, mas tudo bem então.

Eu também vi televisão!!!! Isso, assisti TV, algo que eu realmente não faço, ponto. Vi alguns programas no GNT, alguns no Multishow, não aguentei dois minutos de MTV, vi coisas em canais que não lembro mais quais eram, e vi muito, mas muito Canal Brasil, talvez meu canal favorito hoje em dia na TV. É o canal que reacende lá no fundo, bem no fundo, do meu coração aquela vontade de ser cineasta. Muitas pessoas não sabem, mas eu fiz vestibular para Cinema e acabei indo para Publicidade. Não que eu não goste, pelo contrário, gosto demais. Acho que ainda tenho tempo na vida para ser cineasta e escritor, mas por agora tenho que trabalhar e ganhar dinheiro.

Então foi assim, praticamente uma prisão domiciliar, amanhã vou sair de casa finalmente, só saí nesses dias todos para tirar meus pontos e de lá pra casa.

Confesso que tiveram algumas horas que eu quase entro em depressão, de verdade, porque não foram férias, eu não pude fazer nada, apesar de que tudo que fiz adoro fazer, mas ao passar esses 15 dias trancado em casa eu percebi como é necessário sair de casa, andar, pegar um sol na cabeça, passear em shopping, e principalmente trabalhar, trabalhar e trabalhar. É incrível como faz falta.

Fora isso o resto tá indo bem, minha dieta tá indo bem, inclusive um pouco mais rigorosa agora que não tenho mais a vesícula, tenho que ingerir menos gordura. A minha dieta já estava indo muito bem mesmo, acredito que já passei dos 30 quilos perdidos, eliminados, enviados para uma dimensão paralela, ou a barriga do meu irmão, que está aumentando.

E é isso. Existem várias outras coisas acontecendo, mas ficam para depois.

Slide away and give it all you’ve got, my today fell in from the top I dream of you and all the things you say, I wonder where you are now



Does it sounds too crazy to say I did dream of you? And that it was pretty pleasant? And that I wish it wasn’t a dream?

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If I could be under your touch nothing would take me away, ’cause I’ve been dreaming you up, again and again



Anytime you call my name

I know I shouldn’t go, but something makes me crave the heat



Ansiedade.

Esse é um dos problemas em minha vida, algo que tento controlar com remédios. So far, tenho comido pouco, já consegui perder quase 30 quilos fazendo dieta e exercícios. A Ansiedade parou de atacar as minhas vontades gastronômicas, de verdade!

O problema é que a ansiedade também ataca meus impulsos consumistas e acabo gastando com o que não devia, muitas vezes besteirinhas que vão acumulando e no final viram uma bola de neve. Uma das coisas que mais contribui para isso são os malditos “one-click buy”. Sistema super seguro no qual seu cartão já fica registrado digamos no iTunes, na Amazon ou até no Steam.

Você clica uma vez e pronto é seu, e quando vai ver no final do mês adquiriu aquela montanha de livros pro kindle, apps e músicas no iTunes, jogos e mais jogos que você não vai zerar na psn ou no steam, talvez até nunca nem jogar. Fora todo o estrago que você pode fazer tendo uma conta no paypal!!! O sistema pode ser super seguro hoje em dia, maravilhoso, e mesmo que alguma merda aconteça você sempre vai ser ressarcido. O problema é que ele vai comendo seu cartão e seu bolso de pouquinho em pouquinho e você sempre quer mais, porque sempre tem algo a mais.

Aquele album que você tanto quer sempre vai existir, assim como aquele jogo foda, ou até mesmo add-on, sempre vai existir. Aquele livro show de bola também vai sair pro Kindle e aquele aplicativo que vai te salvar e organizar sua vida como todos os outros 200 iguais que você já comprou sempre vão aparecer.

Esse sou eu! Quer dizer, isso é uma parte de mim. Eu cresci em um mundo aonde eu sempre quis mais, por isso eu digo que Want do The Cure fala muito sobre a minha vida: “I’m always wanting more, anything I haven’t got, anything, I want it all, I just can’t stop”.

O grande problema é aprender a dosar sem se privar! Como eu disse em um post anterior: essa vida não é suficiente pra fazer tudo o que eu quero, mas já serve pra fazer o que eu consigo da melhor maneira possível.

Aprendi que você não precisa entrar em depressão se deixar de comprar algo e depois aquilo sumir, sair de catálogo, evaporar! Não foi, já era, o mundo é cheio de outras coisas pra fazer, esquece o que você não fez e foca no que está fazendo “agora”.

I was out in exile, perfecting my style



Meu blog é uma coisa estranha. Tem horas que acho ele essencial na vida, terapêutico, e tem horas que acho ridículo, “narcisismo puro” e até uma boiolagem do cacete nos dias que minha testosterona tá mais alta e eu tomo vergonha na cara, ou quando percebo que escrevo mal mesmo. Mas depois de 8 anos é difícil parar, até porque eu gosto de escrever, quem me conhece bem sabe como eu gosto de escrever muito, exageradamente as vezes, tenho sérios problemas em mandar um simples e pequeno SMS. Ainda assim acho que escrevo pouco, deveria escrever mais, ser melhor, mais criativo do que prolixo.

Existe um tesouro que meu avô me deixou, está guardado em uma pasta lá em casa e ele nomeou esse tesouro de: Apontamentos da Minha Vida. Cobre tudo (ou quase tudo) aquilo que ele fez de 1939 até 1973. Eis que esse tesouro caiu em meu colo e de meu irmão. Logo eu, o neto que sempre quis ser escritor. É uma coletânea de fotos, artigos de jornais sobre ele e escritos por ele, momentos da vida do meu avô, uma autobiografia. Parece até que foi um presente deixado por ele, que amanhã faz um mês de falecido. Um presente do tipo: “toma aqui meu neto, você não queria ser escritor? Ajeita isso tudo e continua minha história”.

E é o que eu vou fazer, com a ajuda do meu irmão. Não sei quanto tempo vai levar, mas essa é a oportunidade para pelo menos começar algo. Tomara que dê certo.

Já meio que mudando de assunto, queremos todos voltar a jogar RPG. Por todos entendam eu, Thiago, Quezado e Monique. Começo do ano tivemos uma idéia muito legal de criar um cenário de campanha meio sem se levar a sério, como são nossos jogos, não levamos a sério nada, principalmente regras, jogamos D&D para rir, e muito. Dai, surgiu a idéia de criar o Papukajian Imperiumi, que seria um cenário mais voltado para comédia, mas jogável e épico ao mesmo tempo. Outra oportunidade pra eu escrever bastante, só falta começar, mas já esbocei umas coisas pelo Evernote, para não esquecer as idéias.

Além disso, tenho várias e várias atividades para desenvolver da minha pós, que estão inclusive atrasadas. São vários textos que tenho que produzir, e algumas obras. As obras ainda nem vi o que é pra fazer, mas vou ver se consigo aproveitar algo que eu já tenha feito.

E ainda tem o Gordinhas Lésbicas Alienígenas Invadem a Terra, tem as letras da The Salmiakkis que nunca parei pra terminar (que aliais é outra coisa que está parada na minha vida, minha banda), vários e vários textos para esse blog que tenho idéia e deixo passar, acabo esquecendo, o meu About Me que acho que tenho que rescrever, e mais sei lá o que. Continuo com o grande problema de foco, mas acho que estou conseguindo ajeitar, é difícil tentar fazer uma coisa de cada vez quando você quer fazer de tudo a mesmo tempo. O Evernote e o Dropbox tem me ajudado bastante nisso, e ter trocado um PC, meu desktop, por um MacBook Pro também tem me ajudado no exercício praticamente Monge Zen de se concentrar em uma coisa só, não por ser um Mac, mas porque depois de muito resistir troquei o Desktop por um Laptop, quase 20 anos eu acho, e essa portabilidade, fora todos os outros devices que tenho que se conectam facilmente, facilita isso.

Meu grande problema é entender que eu não tenho como fazer tudo o que eu quero nessa vida de uma vez só, e sim entender que eu só vou conquistar esse planeta, queridos terráqueos, fazendo uma coisa de cada vez e bem feito. Na verdade eu já entendi e estou colocando em prática, mas para uma pessoa extremamente ansiosa e compulsiva como eu é um exercício bem complicado, chega a ser cansativo fisicamente, sério. Mas eu já entendi que se um dia eu morrer (hahaha, “se”, eu me amo mesmo), e eu não tiver feito tudo que queria fazer tudo bem, o que importa é ter feito direito o que eu consegui fazer, de maneira memorável.

Foco Carlos Rosas, Foco.

She’s convinced she could hold back a glacier, but she couldn’t keep baby alive



Cara, que foda!

Fora que ela é ruiva! Hahahaha!!!

Much too soon for the wooden spoon



Good morning sinners! I hereby declare today Kasabian day, you shall not listen to anything but Kasabian in your whichever stereo system you got today, and no less than the maximum volume, have a good day, sodding pricks!

Finisterre, to tear it down and start again



Alô você! Sim, você, que desde 2003 entra no meu blog, acompanha essas coisas sem nexo ou qualquer respeito a nossa gramática que eu chamo de textos, ou quando estou com preguiça e posto só um vídeo ou uma imagem, ou quando reclamo da vida cheio de mi mi mi blá blá blá, notou algo diferente? Algo faltando?
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Vamos lá, pense, não é difícil!
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Ok, eu mudei meu tema, mas não foi só meu tema que mudei meu caro leitor, minha querida leitora, depois de tanta gente falando, reclamando, me ligando e me ameaçando, indo na minha mesa me dar esporro porque não conseguia comentar naquele que tava antes… que eu comprei… paguei e não consegui mexer de jeito nenhum… mas tudo bem, eu pago por tanta coisa que não uso!!! Você percebeu que eu deletei 95% dos meus posts? SIM, deletei. Primeiro porque eles eram uma bosta, principalmente os primeiros anos, segundo porque eu comecei um processo que chamo de “Operação: Erase and Rewind”. Apaguei tudo de 2003 até novembro de 2010!

Na verdade quem já lê meu blog sabe que eu entrei numa de mudar de vida já tem um tempo, mais saúde, menos excessos e tenho me livrado daquilo que não preciso, ou daquilo que não me faz bem. Na verdade minha intenção era zerar esse blog, começar com um primeiro post com um novo “Sobre Mim”, um novo número 1 em Setembro, que nem DC tá fazendo com todos os quadrinhos dela (momento NERD). Mas é sério, eu me inspirei no The New 52 da DC Comics que não vou explicar aqui no blog o que é, mas pra quem quiser entender melhor tem esse artigo aqui. E desde que anunciaram isso pensei em tomar como inspiração e fazer o mesmo no meu blog.

Enfim, analisei bem e tirando alguns posts que já deletei, acho que meu blog ficou melhor de Dezembro pra cá, sendo assim deixei. Até porque fazer o meu “Relatório diário de férias” deu um trabalho do caralho, e eu não ia deletar… apesar de que parando pra pensar agora eles são bem idiotas.

Então como no título, I’m tearing it down and starting again! E o “it” é minha vida! Já o novo About Me vai rolar sim, do zero, e ainda hoje talvez!

Imaginem que esse meu post agora é o 0, tudo antes é uma série anterior, de um outro cara, outra pessoa.

As coisas que meu avô me ensinou



Em muitos lugares por ai, em muitas situações, já li ou ouvi falar que não devemos conhecer nossos heróis, pois eles podem nos decepcionar. O meu herói me conheceu muito antes de eu mesmo me conhecer. Meu avô.

Eu fui o primeiro neto do Doutor Edson de Aguiar Rosas, isso em 1982. Naquela época, meus pais tinham apenas 18 anos. Meu pai, o Doutor Edson Rosas Júnior, e minha mãe, a Doutora Lúcia Cristina Pinho Rosas, tiveram todo apoio do meu avô. É obvio que eu não tenho lembranças dessa época, mas foi apenas para contextualizar. Pai jovem = Avô jovem!

Sendo assim, já que meu avô tinha ganhado um netinho e meus pais queriam aproveitar o final de semana no treinamento que levou 4 anos e meio para me dar meu irmão, o Netinho, quer dizer, peço desculpas, o Doutor Edson Rosas Neto, também advogado, passei a ir para a casa do meu avô sexta feira final da tarde até o domingo depois dos nossos almoços em família.

Naquela época meu avô tinha uma “TVzinha”, daquelas que tinham rádio, eram preto e branco, VHF, UHF, etc. Meu avô ficava deitado na cama e eu sentado na frente dessa TV. Juntos assistíamos a vários programas de comédia daquela época: Viva o Gordo, Chico Anysio Show, Perdidos na Madrugada e outros. Depois, antes de dormir, eu deitava com a cabeça encostada no barrigão que ele tinha, ele puxava um gibi e começava a ler para mim, fazendo todas as vozes, do Cebolinha ao Mickey. E eu adorava aquilo. Quando aprendi a ler, ele parou de fazer isso, ele continuou comprando todos os gibis possíveis para mim, mas agora quem tinha que ler era eu. Na época eu não entendi muito, sentia falta do meu vô fazendo as vozes, mas logo percebi que o que ele queria era que eu criasse o hábito de ler.

E da Mônica e Pato Donald, passei para o Homem-Aranha e os X-Men, até hoje tenho meu primeiro gibi dos X-Men que meu ele me deu, de dezembro de 1990, muito bem guardado. Nessa época estávamos de férias no Rio de Janeiro, cidade que ele me ensinou a amar, me levando para passear de metrô até o centro para comprar gibis e livros nos sebos.

Nesta mesma época ele também me apresentou Sherlock Holmes e Agatha Christie. Meu avô me ensinou a amar a literatura, ele tinha vários e vários e vários livros, e aquilo pra mim sempre foi fascinante, e como ele eu também queria ter vários e vários livros.

Outra coisa que me lembro muito eram as histórias que ele contava, mexendo com meu imaginário e de meu irmão. Lembro como ele comprava pra gente os brinquedos, ou fantasias de super-heróis e brincava com a gente. Existem 3 fotos muito interessantes que um dia ainda vou procurar e colocar em meu blog e ainda vou chamar a montagem/composição das três de “Os Netos do Doutor Edson”. Uma era eu vestido de Super-Homem na época dos filmes com o Christopher Reeves, outra do meu irmão vestido de Tartaruga Ninja, e uma mais recente, do meu priminho Gabriel vestido de Homem-Aranha, por causa dos filmes da última década.

Existe o episódio clássico de quando meu pai precisou passar por um certo procedimento cirúrgico sério. Na época eu tinha apenas 10 anos de idade e meu irmão 5 anos. Para não nos assustar ele nos colocou sentados na cama, e bem sério contou como o homem e o macaco evoluíram de um primata e esse osso que temos no final da coluna, o cox, era de onde saia um rabo, e era isso que estava acontecendo com meu pai, ele estava desenvolvendo um rabo de macaco no final da coluna, e o procedimento seria apenas cortar esse rabinho, nada demais.

Vejam bem, eu tinha 10 anos, e o que meu avô falava, tava falado, era a mais pura e definitiva verdade, e ai de quem falasse o contrário ou o chamasse de feio, sempre fui o seu defensor. Eu só fui descobrir o que realmente era o tal procedimento cirúrgico com 19 anos. Outra coisa que consigo lembrar é que quando entrávamos no Le Baron, acho que era da Chrysler – um carro que ele tinha que era como se fosse um Iate de tão grande e bonito para nós que ainda éramos tão pequenos – quando chovia ele acionava o limpador de para-brisas e nos falava que aquele carro era tão moderno, tão moderno, que o limpador passava após mil pingos e que nós deveríamos contar os pingos para tirar a prova. Meu avô me ensinou a imaginar, a fantasiar, a criar histórias usando meu imaginário. Ah, e também a gostar de carros, já que ele sempre comprava a Quatro Rodas e eu sempre ficava de olho. Ele sempre gostou da Ford, algo que sempre falou, tanto que em nossa família já tivemos vários, e eu aprendi a gostar de Ford por causa do meu avô, e hoje estou em meu segundo carro da fabricante, e só troco se for por outro da mesma.

Meu avô sempre me motivou e incentivou a fazer de tudo que eu quisesse. Se eu queria desenhar, ele me dava um kit de desenhos, se eu queria escrever ele me dava papel e caneta. Quando eu comecei a me interessar por música, ele me deu meu primeiro LP que não lembro mais qual foi, deve ter sido algo do Balão Mágico, só tenho na memória o evento, quando fomos em uma loja de um amigo dele pelo Centro, perto do escritório no Palácio do Comércio, uma loja que tinha pilhas e mais pilhas de LPs, que até hoje coleciono, minha primeira fita K7, o álbum Achtung Baby do U2, e meu primeiro CD-Player, talvez até sem querer meu avô me ensinou a amar a música, principalmente o Rock & Roll, que ele particularmente não se interessava, era fã de cantoras mulheres, da voz feminina, me lembro bem ele me dizendo isso, gostava muito da Simone e chegamos até a acompanhá-lo em um show dela no Rio de Janeira. Meu avô sempre deu a mim e a meu irmão não só presentes, mas conhecimento e ferramentas para tudo aquilo que gostaríamos de fazer.

Me incentivou a estudar inglês, sempre, e por causa dele hoje falo inglês do jeito que falo. Meu avô nos contava histórias das épocas nas quais ele era jornalista, relações públicas, assistente social, economista, professor universitário da UA, representante comercial, e por fim advogado, profissão que ele já exercia quando nasci.

E olha que coincidência, algo que só percebi hoje. Durante muitos anos sempre me perguntaram, “mas você não quis ser advogado como seus pais, seu avô?” E eu sempre disse que não, que não quis seguir a carreira da família. Vejam que curioso, meu avô, além de advogado era comunicólogo… e eu sou comunicólogo, que nem meu avô também era.

O meu avô me ensinou a ser educado e gentil com todas as pessoas, chegando até ser um tanto quanto galanteador, isso ele sempre foi, por ser muito educado e gentil. A mulher poderia ser um canhão, feia daquelas que dá vontade de bater só porque ela é feia, mas se éramos atendidos por algumas dessas, ele sempre tecia elogios e como estava sendo bem atendido por uma moça tão bonita.

Não entendam isso como algo errado, meu avô sempre foi apaixonado pela minha avó, o grande amor de sua vida. Assim como ele foi o grande amor da vida dela. Ele sempre teve esse jeito de agradar as pessoas, e em contrapartida éramos sempre muito bem atendidos nos lugares.

Eu poderia escrever um livro enorme sobre esses quase 30 anos de convivência com um dos meus 3 maiores heróis. Os 3 Edsons, meu avô, meu pai e meu irmão, meus maiores heróis, muito mais que qualquer Wolverine ou qualquer Super-Homem. Eu poderia contar tudo que ele me ensinou, mas o mais importante foi que ele me ensinou a ser quem hoje sou. Só que hoje ele se foi.

Eu conheci bem meu herói, e posso dizer que em momento algum ele me decepcionou, jamais. Talvez a minha única decepção seja com a vida e como nós envelhecemos e como existe esse extremamente chato de nascer, crescer, reproduzir, envelhecer e morrer.

A kriptonita desse meu herói foi a diabetes, doença a qual também posso chegar a adquirir se não me cuidar. Durante anos ele não quis muito se cuidar, e nunca vou esquecer da geladeirinha sempre cheia de refrigerantes, chocolates Lolo e Supresa entre outras guloseimas, que também aprendi a gostar com ele.

Meu avô se foi hoje e pela primeira vez na vida senti em minha pele, em minha alma, o que é perder alguém que você ama de verdade, aqui dentro do meu coração.

Pra mim e para minha família ficou um legado, uma história que só temos a honrar. Eu vou sentir falta do meu avô, por muitos anos ainda, e sempre vou me lembrar de tudo que ele me proporcionou com muito amor e carinho. Acho até que sendo como ele foi, aprendi a ser avô com ele, quem sabe um dia, se eu ainda chegar a ter filhos e netos, eu vou ser um avô que nem meu avô?

E como ele também me ensinou a acreditar em Deus e ter fé de que existe algo depois, além de que depois de comer a hóstia já poderíamos sair da Igreja para ficar esperando minha avó dentro do carro, pra depois lancharmos no Ziza’s ou no Brasileirinho, tenho certeza que um dia ainda vou encontrá-lo lá no céu, e nosso céu vai ter uma biblioteca enorme, cheia de livros pra gente ler juntos, e lá não vai ter a Kriptonita Diabetes, e vamos poder comer muito chocolate e tomar bastante refrigerante sem se preocupar com nada!!!

Cortando fora a gordura!!!



gordura

Então, eu não tenho blogado desde o final das minhas férias, eu sei, não tenho, eu avisei que teria menos tempo, e bote menos tempo nisso. Mas esse meu post de hoje eu já tinha prometido faz tempo, mas devido a problemas pessoais, que se um dia eu tiver coragem ou achar que é relevante para o blog, eu falo. Tudo que vocês precisam saber é que não tive tempo.

Meu último post eu deletei, aquele no qual eu queria vender meu iPod, mas tirei do ar por alguns motivos. Talvez eu o edite e deixe só as partes engraçadas!!!

E eu vendi muitos dos meus jogos de PS3. Por que? Muitas pessoas perguntaram isso de mim.

Acho que está relacionado a minha medicação, aquela que controla minha ansiedade e me faz comer menos. Sempre consumi de maneira ligada a ansiedade, quando eu digo consumir não falo só de comida, mas de maneira geral.

Eu sou um gastador, eu gosto de gastar, de comprar, do prazer que dá comprar algo que você estava querendo há muito tempo. Mas isso é diferente de gastar por estar com raiva, triste ou ansioso. E eu fiz muito disso já. Já enchi o bucho por ansiedade, já estourei meu cartão por ansiedade, e outras coisas que hoje acho, veja bem: acho, que estou conseguindo controlar mais. E existe muita diferença naquilo que você compra que vale a pena e não gera dissonância cognitiva (resumindo: aquela sensação de comprar algo e depois se perguntar se realmente queria aquilo, ou até se arrepender de ter comprado) com aquilo que você compra por comprar, como muitas vezes eu já abri a boca pra falar “hoje eu preciso gastar, preciso comprar alguma coisa, estou com vontade de estourar meu cartão”.

Um belo dia abri meu armário no qual guardo meus jogos de PS3 e percebi que tinha por volta de 60 jogos. Sério, e muitos deles nem colocado pra rodar no PS3 eu tinha sequer feito. Separei aqueles que eu realmente queria jogar e zerar, e também aqueles que não vale a pena vender, como Street Fighter, Mortal Kombat, que sempre animam uma festa ou visita da galera. Defini que eu teria de 20 a 25 jogos por vez e, tirando esses que não vale a pena vender, eu passaria a vender meu jogos após zerar, e quem sabe até trocar no futuro, com o tempo quem sabe até diminuindo essa quantidade por vez.

E os outros que vendi, se eu não joguei ou não tive pena de vender é porque não vou jogar e se um dia eu resolver jogar, nada me impede de comprá-los de novo, talvez até por um preço mais acessível do que quando os comprei ou vendi.

Eu me toquei que em quase dois anos como feliz e satisfeito proprietário de um PS3 (o que não gerou dissonância cognitiva em momento algum), eu tinha mais jogos do que tempo pra jogar, e muitos eu tenho a certeza que nunca vou jogar. Juntei a esses jogos os de PSP, que eram gordura pura, se você tem um PSP… digamos de maneira bem sem vergonha… destravado, você tem todos os jogos que existem, basta achar o torrent certo, e eu adoro meu PSP, ele tem jogos ótimos, mas assim como o PS3, eu tinha jogos demais.

Então assim começou um processo de enxugar a gordura da minha vida da mesma maneira que estou fazendo com o meu corpo. Já perdi muitos quilos, mais de 18 se vacilar, toda vez que me peso eu vejo que já perdi alguma coisa.

Comecei com os jogos de PS3 e PSP que não vou jogar nunca. Vendi vários e até que consegui uma graninha bacana, :), joguei pro meu cartão, claro! Assim como fiz com os jogos, olhei em minha volta e vi que quase tudo que tenho se encaixava nisso, nessa definição: gordura, excesso.

Livros, CDs, DVDs, etc.

Se parar pra pensar, na verdade eu comecei esse processo antes, no meu PC, logo que comprei o Macbook Pro (meu novo xodó, esse não causou nem vai causar dissonância em minha vida) e resolvi organizar minha vida digital, me livrando de quase dois teras de “gordura” que nunca vou consumir. Quadrinhos, e-books, filmes, séries!!! Sério, eu só consigo fazer UMA coisa de cada vez, e só é bem feito assim.

Eu costumava dizer que se eu tivesse que escolher um poder mutante, seriam os mesmos do Jamie Madrox, o Homem-Múltiplo do X-Factor (faz parte da grande família de títulos dos X-Men da Marvel Comics). Assim eu poderia criar várias duplicatas e fazer tudo que eu tinha pra fazer, mas ao mesmo tempo que eu falava isso, eu também tinha convicção de que eu era multitarefa, que eu conseguia fazer várias coisas ao mesmo tempo, só que isso não é possível, não dá pra fazer várias coisas ao mesmo, ou você faz uma coisa bem feita, ou não faz várias, deixa de fazer porque se atrapalha.

Depois dos jogos fui na minha Library do iTunes e fiz aquela limpeza impiedosa, de verdade, deletei mais da metade, eu gosto de baixar discografias de artistas o que é bom… mas só é bom se você já conhece o trabalho do artista e quer ouvir mais coisas, e é péssimo se você nunca ouviu o cara e baixa 40 anos de discografia. Você acaba não ouvindo nada, porque não escolheu um ponto por onde começar, um álbum realmente representativo, e pode acabar pegando pra ouvir um álbum bem meia boca e não ouve mais nada do cara, porque escolheu logo o pior no azar.

Depois de fazer essa “limpa digital” vou seguir para uma “limpa analógica”, centenas de livros que comprei por comprar, pra ter, discos que até em alguns casos estão repetidos, e por ai vai.

Não estou me livrando só da gordura do meu corpo, mas também estou me livrando da gordura da minha vida, de tudo aquilo que está em excesso.

Infelizmente não tenho como devolver certas coisas e pegar minha grana de volta, como livros comprados no Kindle, ou jogos na PSN, mas o que eu fiz foi deletar tudo, e deixa lá só uma coisa. Por exemplo: Sim, fiquem assustados, e imaginem o quanto eu já gastei, eu até o presente momento já gastei com 163 livros para o Kindle. SIM, cento e sessenta e três livros.

Vou ler todos? Provavelmente não, mas hoje em dia para mim é muito melhor ler livros no Kindle, tanto que se eu pudesse trocaria todos meus livros em papel por versões digitais e eternas, e estou pegando o costume de ler mais no Kindle, desses 163 já li uns 10, ok, é pouco, mas se for comparar com o que tenho em minha biblioteca analógica, proporcionalmente, eu leio mais no Kindle do que no papel.

“Blá blá blá o papel é melhor, é mais delícia, é mais gostoso” Isso é questão de opinião e costume, imagina esses 163 livros empilhados e olha para o meu iPad, que é de onde acesso meu Kindle. Aliais, do iPad, do iPhone, do iPod, do PC, do Mac e também via Web. Aonde eu estiver. E eu já me acostumei a ler arquivos digitais há muito tempo, talvez a primeira gordura que eliminei da minha vida analógica foi o monte de gibi que eu tinha/comprava, quando aprendi há quase 10 anos atrás como baixá-los de maneira bem sem vergonha em CBZ ou CBR, e desde então 99% dos quadrinhos que leio são versões digitais, deixando de gastar uns 200 reais por mês com quadrinhos. Hoje em dia é muito mais fácil adquiri-los de maneira mais correta e justa com as editoras e artistas pelo iPad com as apps/lojas da Marvel, DC, Comix, etc. E não tenho vergonha, ou me acho um otário, por pagar por quadrinhos, músicas no iTunes, Apps/Softwares originais, se eu quero ser pago pelo meu trabalho, porque não vou pagar pelo trabalho dos outros? Mas isso é uma parada para outro post.

Então meu Kindle é o seguinte: quando você abre ele na tela da “biblioteca” tem um livro somente, que é o que estou lendo agora, e 162 arquivados, nos servidores da Amazon, pra eu baixar quando eu quiser lê-los, até o dia no qual eu morrer… ou sei lá, a Amazon falir e o Kindle morrer, o que eu sinceramente acho mais difícil do que a opção A. E se eu morrer deixo minhas senhas e logins no testamento.

PSN, o que eu fiz? Deletei do meu PS3 os jogos que já zerei, que infelizmente não posso vender ou devolver e pegar a grana de volta. Fiz uma BELA limpeza. Mas deixei mais jogos no PS3 do que livros no Kindle. O Kindle é muito mais visual, é mais fácil de você visualizar o que é seu, o que você pode baixar. Na PSN também dá pra fazer o mesmo, mas é muito menos atrativo visualmente, vamos colocar assim, do que no Kindle. É tudo uma questão de Usabilidade, no Kindle é melhor que no PSN. Preferi deixar jogos que sei que posso chegar a jogar também e deletei as coisas ridículas que já baixei e me arrependi, cada merda ó, joguinhos sem vergonha de verdade.

É por ai, com meus livros ainda não sei como vou fazer, mas vou dar um jeito. Tive uma péssima experiência de venda no Mercado Livre essa semana, e não estou com vontade de tentar repetir agora. Graças a Deus não perdi dinheiro, mas eu ia ser enganado bonito por uma pessoa agindo de má fé. O resto eu vou dar um jeito, ainda nem cheguei nas Apps para iOS, só de pensar me dá cansaço.

Se eu ainda quero ter os poderes do Jamie Maddrox? Claro, quem não quer poder se multiplicar e fazer tudo ao mesmo tempo? Todos querem, ou então do Flash, para fazer as coisas mais rápido que a velocidade da luz. Só que eu não sou nem o Multiple Man nem o Flash, eu sou só o Carlinhos, e sei dos meus limites, e sei que consigo fazer uma coisa boa por vez, e modéstia a parte, dependendo do que seja, faço uma coisa sensacional por vez, para isso é preciso manter o foco naquilo que você está fazendo, sem distrações ou atividades paralelas, seja na vida pessoal ou na vida profissional é a chave para fazer algo direito. E se você errar é só começar de novo.

Talvez os poderes do Professor X sejam uma escolha melhor, dominar a mente dos outros para que eles façam as coisas por você, bwahahahahahaha!!!!!

Relatório de Férias: Dia 30 – Season Finale



ferias30

É isso mesmo, Season Finale. Estou aqui direto da minha cama, acabei de chegar da rua, da “Maratona” que fiz para aproveitar meu último dia de férias. Amanhã meu despertador vai tocar as 5:30, vou me levantar, tomar aquele banho esperto, aquele café da manhã light e vou voltar para a labuta, até porque afinal, preciso pagar os exageros que cometi nessas férias.

Mas antes de falar de como foram as férias no geral, vamos falar um pouco de como foi hoje.

Realmente não consegui acordar as 6, acordei as 10 para tomar meus remédios, dei mais uma cochiladinha e as 11 resolvi ligar para o pessoal para sair pra almoçar. Escolhi como álbum do dia o Good Humor do Saint Etienne, porque as férias começaram assim e não poderiam terminar diferente. E lá fomos nós, eu, Monique, Deco e Thiago almoçar no Manauara. Lá encontramos com a Mical e o Larry no Vanila Café enquanto eu tentava ajudar o Deco a atualizar o Mac dele pro Lion. Depois demos uma volta por lá mesmo, nos despedimos do Deco e decidimos fazer uma visita bem rápida ao Trocinho, coisa de 20 minutos, já que eu tinha médico.

Fui lá só pra dizer que nessas férias passei no Trocinho.

Depois voltei em casa pra deixar a Monique que tinha um compromisso e pra me arrumar pro médico e fui lá. Tudo certo, volto daqui a um mês e com a meta de até lá perder mais 8 kg.

Acabou que como eu queria aproveitar meu tempo, decidi não fazer minha caminhada hoje vou deixar para amanhã e pro final de semana. Encontramos o Fábio no Bárbaros. Ficamos por lá mais um pouco e fomos para a Adega Brasilis, que fazia parte do meu roteiro. De lá voltamos pro Manauara encontrar o Deco e a Natália, pra eu tentar ajudar o Deco a instalar o Lion de novo. Ele não tinha atualizado as coisas dele, deixamos pra depois.

O pessoal foi pro Fábio, mas resolvi ir para casa. Eu gostei bastante das minhas férias, pena que está acabando. Acabou na verdade, como disse, to aqui na minha cama preparando esse último post de férias dessa temporada.

Agora?

Volto ao meu trabalho, provavelmente vou blogar bem menos, como sempre. Vou voltar a fazer coisas que por incrível que pareça só faço quando estou trabalhando, que subconscientemente ou conscientemente mesmo, faço para relaxar do trabalho, como jogar videogame, que não joguei durante as férias, como ler, que fiz bem pouco nas férias, desenhar, que também não fiz.

Muita coisa eu não fiz, mas eu também fiz muitas coisas, e aproveitei muito meu tempo para estar com minha família e meus amigos. Aproveitei para me dedicar ao meu tratamento para emagrecer. Fiz uma limpeza GERAL no meu PC e comprei um MacBook Pro pra mim, enfim. fiz muitas coisas que eu não faria se tivesse viajado ou então estivesse trabalhando.

As férias para mim sempre simbolizaram o fim de um ano e o começo de um outro, e pela primeira vez adiei minhas férias para o meio do ano. Essas, que acabam hoje não simbolizam o fim de um ano e o começo de outro, mas podem simbolizar um reboot. Um recomeço. As minhas férias não foram 100% como eu queria, foram bem mais, mesmo não tendo acontecido várias coisas. E o fato de praticamente todos os dias ter aproveitado para fazer algo foi bem legal, mesmo que sei lá, dos 30 dias, 28 fui ao Manauara, e olha que tiveram dias que fui mais de uma vez, como hoje.

Eu aproveitei bastante e aqui cabe aquele clichê: Estou de baterias carregadas.

Não sei quando vou blogar novamente, não faço idéia mesmo, mas vou tentar estar mais presente, já que pago por essa porra desse servidor anualmente uma taxa cara, eu deveria aproveitar mais.

É isso, aqui acaba essa temporada, o Season Finale, e eu gostei demais das minhas férias. Amanhã volto ao batente.

Seguem as últimas fotos das férias, vejo vocês por ai.

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